O Ápice da Ascenção... e do Vazio

 

O simbolismo brasileiro, e até universal, chega às culminâncias com Cruz e Sousa. Da produção catarinense, Santa Catarina participou apenas servindo-lhe de berço, e com umas discutíveis primeiras letras. Cruz e Sousa obteve notoriedade quando saiu do Estado. A sua temática são os conflitos em uma sociedade adversa e a do homem universal engajado na problemática existencial.
Ainda dentro da escola simbolista, e agora sim, um simbolismo bastante catarinense, localiza-se Araújo Figueiredo. Na sua obra, editada apenas por ocasião do centenário do nascimento, vamos encontrar as praias de nossa Ilha, o nosso pôr-do-sol, a simples vida em família do habitante da Ilha.
Com Araujo Figueiredo e Cruz e Sousa, esvaziou-se por um longo período a veia literária de Santa Catarina. Praticamente cinqüenta anos!
Em 1920, um grupo de intelectuais criaram a Sociedade Catarinense de Letras. Hoje, Academia Catarinense de Letras. Aconteceu a dispersão desses intelectuais que saíram em busca de realização profissional pelo interior do estado.
No outro vazio, de quarto de século, grandes surpresas nas letras brasileiras: a Semana de Arte Moderna. A explosão do romance regional. A maioridade da Literatura Brasileira.


Voltar