Uma Grande Explosão... (Finalmente!)



A Semana de Arte Moderna de 1922 conseguiu aportar em Santa Catarina, apenas em 1947. Desta feita, com um grupo de jovens, estrutura-se o “Grupo Sul”, com a edição de uma revista que teve 30 números seguidos. O pensamento estético literário de Santa catarina baterá às portas das letras brasileiras e hispano-portuguesas.
Das páginas da Revista Sul e das edições avulsas, contestas, poetas e críticos de nosso Estado irão mergulhar na alma e na gente das terras de Santa Catarina.
Com eles começou a nossa verdadeira Semana de Arte Moderna. Inclusive com as mesmas polêmicas entre os “novos” e os “velhos”. Os primeiros representados por Salim Miguel, Aníbal Nunes Pires, Eglê Malheiros, Elio Ballstaed, Antonio Paladino; os “velhos”, entrincheirados no Jornal O Estado, de onde Altino Flores manteve acesa polêmica.
Dentro desta mesma época, e numa espécie de terceira posição, vamos encontrar Henrique da Silva Fontes, Oswaldo Rodrigues Cabral, Carlos da Costa Pereira, vinculados ao Instituto Histórico e Geográfico de santa Catarina – que, em 1948, organizou um congresso de História com repercussão internacional; e a Comissão Catarinense de Folclore, com Walter Fernando Piazza, Victor Antonio Peluso, Theobaldo Costa Jamundá e um Boletim distribuído, inclusive pelos países da América.
Mas a literatura encontrou-se sem saída: o Grupo Sul esfacelou-se; a Comissão Catarinense de Folclore, intra-muros; os “velhos”, enclausurados. Nada fazia prever uma reversão de expectativas.
De repente, uma luz: a Universidade Federal de Santa Catarina que transformou Florianópolis em um centro de cultura. E, como conseqüência, novas rádios, novos jornais, novas livrarias, freqüentes contatos com as mais novas correntes do pensamento filosófico-literário do Brasil.
Jornais e revistas da Capital, e do Interior, passam aos suplementos literários, dando assim oportunidade a que novos valores encontrem veículo de comunicação com um público que despertou para a cultura.
E, bastante importante para ser anotado, pela primeira vez os escritores começam a incluir nas suas produções a nova Terra e a gente de Santa Catarina.


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