A Sociedade Catarinense de Letras



Ainda alunos do Colégio Catarinense, Othon d’Eça e Altino Flores têm a idéia de fundarem, aqui, uma Academia de Letras, que, fatalmente, à imitação da Academia Brasileira, por sua vez imitada da “Académie Française” precisaria preencher as quarenta cadeiras com outros tantos nomes ilustres. A idéia começou com Othon d’Eça, quando em 1912, publicou a idéia no Jornal literário O Argo. Em 29 de outubro de 1920, O Estado publica um aviso, perdido no meio noticiário geral, dizendo que um grupo de intelectuais queriam fundar uma Sociedade Catarinense de Letras. Conseguiram achar quarenta pessoas para formar a Sociedade e, cada qual, escolheu o patrono de sua cadeira, após a aprovação dos Estatutos.
Patrono – Acadêmico:
Álvaro de Carvalho: Clementino de Brito;/ Antero Dutra: Laércio Caldeira;/Cruz e Sousa: Othon d’Eça;/ Feliciano Pires: Horácio de Carvalho; /Jerônimo Coelho: José Boiteux; /Arcipreste Joaquim de Oliveira Paiva: Joe Collaço; /José Johanny: Barreiros Filho; /Juvêncio costa: Mâncio Costa; /Lacerda Coutinho: Altino Flores; /Luis Delfino: João Crespo; /Martinho Callado: Haroldo Callado; /Manoel Joaquim de Almeida Coelho: Lucas Boiteux; /Cônego Francisco Pedro da Cunha: Heitor Luz; /Conselheiro Mafra: Gil Costa; /Conselheiro Silveira de Sousa: Henrique Fontes; /Joaquim Augusto do Livramento: Fúlvio Aducci; /Dr. Polidoro S. Thiago: Ivo d’Aquino.
A Sociedade propunha-se a “recolher dados biográficos e literários de homens de letras catarinenses para um Dicionário bio-bibliográfico catarinense; organizar um glossário de provincialismos usados em Santa Catarina; mandar imprimir obras de escritores catarinenses já falecidos e outros que não conseguiam editor”.
Esta Sociedade torna-se ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS a partir de 30 de janeiro de 1924. Conta, ainda com 40 membros, à moda francesa.


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