Déspina Spyrides Boabaid

 
 
Nasceu em Florianópolis, filha de Nicolau Constantino Spyrides e Kyriaki C Spyrides. Fez o Curso Normal no colégio Coração de Jesus e é bacharel em Direito pela UFSC. Ingressou no magistério estadual, lecionando no município de Palhoça. Foi Diretora em Joinville e Lente Catedrática em Blumenau e Florianópolis. Publicou “In Memoriam” e “Reencontro”, sonetos, na Revista da Academia Catarinense de Letras n.13/95 e artigos pedagógicos no jornal A Notícia, de Joinville. Aposentou-se como professora do IEE.
Fez seus estudos de primeiro e segundo graus no Colégio Coração de Jesus, onde também recebeu o diploma de normalista, “Curso de Formação de Professores”. Formada em Direito pela UFSC, é inscrita na OAB, n. 1089, e exerceu a advocacia por vários anos, em companhia de seu esposo José Boabaid. No Rio de Janeiro, fez vários cursos de extensão e aperfeiçoamento na área de pedagogia, psicologia, sociologia educacional e prática de ensino, promovidos pela Associação Brasileira de Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos. Militou, com devotamento, por muitos anos, no âmbito da educação, marca que transparece nos seus escritos, na prosa e na poesia. Em Joinville, exerceu o magistério como diretora de estabelecimento de ensino. Naquela cidade, em parceria com um grupo de professores, fundou a ACP(Associação Cultural de Professores) de Joinville. Aprovada em concurso público estadual, foi nomeada e lecionou Sociologia, História e Filosofia da Educação, de Florianópolis e no Centro Educacional Estadual Pedro II da cidade de Blumenau. Desde cedo, manifestou-se o seu gosto pela literatura. Na poesia, firmou-se no gênero de sua preferência, que é o Soneto.

FONTE:Uma flor, com amor. Déspina S Boabaid,Ed. da autora, 2000.

Poemas & Poesias

+ COMÉDIA

A noite é clara, de verão ardente,
o céu é cheio de estrelas cintilantes.
Dormindo estão dois jovens estudantes,
num quarto bem fechado e muito quente.

Mas eles não suportam o calor.
Notando que faltou a sentinela,
correndo, vai um deles à janela,
irado, quebra os vidros com furor.

“Que puro ar” Que fresca madrugada!”
Feliz já vai dormir. Não pensa em nada,
aquele pobre hilariante otário.

Às seis levanta e fica envergonhado,
ao ver, de pronto, o que tinha quebrado...
Os vidros todos eram de um armário.

(In Poemas de Professor, FUCAPRO, org. Zenilda Nunes Lins)

+ Declaração

Falaste-me de amor e embevecida,
sequiosa de carinhos e ternura,
teci bonitos planos de ventura
e houve um novo encanto em minha vida.

No sonho que sonhei eu vejo erguida
fidalga e esplendorosa a tua figura,
vertendo luz em minha noite escura,
e acordes em minh´alma emudecida.


E vou-te amando mais intensamente,
com mais sofreguidão, perdidamente,
ouvindo o coração, quando me diz:


- Esquece as incertezas e a ansiedade,
se a sorte transformar em realidade
teu sonho perenal de ser feliz.

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