Antonieta de Barros

 
 
Maria da Ilha é o nome literário de Antonieta de Barros. De origem humilde, nasceu em Florianópolis a 11 de julho de 1901. Educada exclusivamente por sua mãe que lhe “fortificou o espírito” (é a mesma Antonieta de Barros quem o diz) aprendeu como o amor e dedicação ao trabalho, a perseverança na concretização de um ideal são fatores válidos e decisivos na realização das criaturas.Queria ser professora e o foi plenamente, sendo considerada uma das melhores educadoras do seu tempo. Deus lhe deu força de vontade e sabedoria bastantes para nulificar os complexos de casta e/ ou de cor que pudessem perturbá-la, prejudicando-lhe a ascensão. E venceu em sua própria terra. E a maldade dos medíocres não prevaleceu contra o seu extraordinário destino. Na verdade, abriu o próprio caminho e soube cristalizar suas qualidades de educadora, dando a Santa Catarina o melhor de sua inteligência, para a educação da juventude. Dela, poder-se-ia dizer que foi “operária de si mesma”. Projetou-se no seio da comunidade catarinense como professora, escritora, jornalista e política. Fundou e dirigiu até à época de sua morte o curso primário que lhe tomou o nome e que cerrou as portas, em 1964, após 42 anos de funcionamento, quando já se haviam passado doze anos do falecimento da fundadora. Integrou o corpo docente do Colégio Coração de Jesus de Florianópolis, dirigido pelas Irmãs da Divina Providência, ocupando as cadeiras de Português e Psicologia(de 1937 a 1945). Em 1944 foi nomeada diretora do Instituto de Educação e Colégio Dias Velho e ali permaneceu até princípios de 1951, quando se aposentou. Enérgica, correta, honesta e humana, gozava de alto conceito entre os alunos que a respeitavam e admiravam, principalmente, pelo espírito de justiça da educadora que a todos amava e acolhia “sem distinguir”. Integrou a constituinte de 1935 e foi a primeira mulher, em santa Catarina, que pisou, como deputado, no Congresso Legislativo. Esteve entre os deputados que se asilaram no quartel do 14º Batalhão de Caçadores, para garantir a eleição do Dr. Nereu Ramos à governança do Estado.Voltou ao Congresso em 1948. Colaborou em diversos jornais no estado e além fronteiras. Sua vida, podemos dizer, foi uma mensagem de estímulo a quantos desejam dar rumo ascendente à existência. Faleceu aos 51 anos de idade, a 28 de março de 1952. Seu enterro foi uma verdadeira consagração.

[orelha do livro Farrapos de Idéias, de Maria da Ilha(Antonieta de Barros),1937 – Impresso nas Oficinas Etegraf Ltda]

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