João Alfredo Medeiros Vieira

 
 
(cadeira 4 da ACL)
Patrono: Cláudio Luiz da Costa
Ocupantes anteriores: Luiz Antônio Ferreira Gualberto, Carlos da Costa Pereira e José Ferreira da Silva.
João Alfredo é Juiz de direito (aposentado). Nasceu em 13.3.1929, em Florianópolis. Conhecido escritor com doze obras publicadas, além de dezenas de monografias e teses nas áreas de Filosofia e Direito.
OBRA: A PRECE DE UM JUIZ, hoje equiparada ao “Retrato de Mãe”, de D. Ramon Angel Jara e à “Oração da Mestra”, de Gabriela Mistral, foi publicada em Joaçaba. SC em 1973. Divulgada nos círculos religiosos, todos os tribunais de alçada criminal do país a divulgaram, bem como revistas, jornais, suplementos, coletâneas, opúsculos, antologias. Foi traduzida para o inglês, alemão, italiano, francês, espanhol, húngaro, grego, esperanto, árabe, ucraniano, finlandês, holandês, hebraico e polonês e mais cinco ‘línguas que fogem à nossa pesquisa. Escreveu, também: Diário de um agente itinerante, 1969; Mater-crônicas – 1952; Primícias e Evocações, 1951; O sonho e a glória – romance – 1975; Os vivos e os mortos – contos - ,1979; Nos degraus do cenáculo, 1979; Notas para a História do Poder Judiciário em Santa Catarina, 1981; dentre outros.


Poemas & Poesias

+ A prece de um juiz (trecho)

(...) Ajuda-me, Senhor, a ser justo e firme, honesto e puro, comedido e magnânimo, sereno e humilde. Que eu seja implacável com o erro, mas compreensivo com os que erraram. Amigo da Verdade e guia dos que a procuram. Aplicador da Lei, mas antes de tudo cumpridor da mesma. Não permitas, jamais, que eu lave as mãos como Pilatos diante do inocente, nem atire, como herodes, sobre os ombros do oprimido a túnica do opróbrio.(...)
E quando um dia, finalmente, eu sucumbir e já então como réu, comparecer à Tua Augusta Presença para o último Juízo, olha compassivo para mim. Dita, Senhor, a Tua sentença.
Julga-me como um deus.
Eu julguei como homem.


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