Alcides Abreu

 
 
Natural de Florianópolis exerceu o magistérior universitário desde 1954, nas disciplinas Economia e Polí­tica nos cursos de mestrado e doutorado da UFSC.
Publicou a poesia Flori do Asfalto, na Revista Terra, da qual publica-se fragmento:
OBRA: O Estado e o Processo de Desenvolvimento; Universidade e Desenvolvimento; Aná¡lise Sistêmica dos Partidos PolÃíticos; O caminho do homem, dentre outros.


Poemas & Poesias

+ Flor do Asfalto

Ela hoje anda mendigando amor
Na rua...
E já foi rica. E teve um lar. Um quarto lindo.
Sedas, veludos, perfumes.
E hoje é pobre e anda mendigando amor
Na rua...
Amou um dia um homem,
Amou-o até a loucura e a ele se entregou.
Deu-lhe tudo: beijos quentes, carícias,
Mil afagos.
Em troca disso tudo, da honra, do lar, do nome,
Só queria amor...
E amor ela não teve
Ou se teve não sentiu
Porque, no mundo pelo homem que a beijava,
E amor lhe prometia, eterno,
Foi abandonada.
O vil fugiu. E nunca mais voltou.
E ela triste, a dor curtindo nalma
E o coração rasgado de amargura,
Ficou só no mundo.
(...)
[in Revista Terra, acervo IHGSC]


Voltar