Júlio Dias de Queiroz (sócio correspondente)

 
 
Júlio Dias de Queiroz nasceu na cidade de Alegre, Espírito Santo, em fevereiro de 1926 e após estudos iniciais realizados na cidade do Rio de Janeiro e Porto Alegre, diplomou-se em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica. Aperfeiçoou seus conhecimentos na Universidade de Munique, Alemanha e no Real Instituto de Administração em Londres, Inglaterra.

Umas passageiras, outras crônicas(1976)
Breve aro(1978)
Hamlet – os convidados à trama(1983)
Antologia do varal literário(1983)
Informes a Narciso(1984)
Cambada de mentiroso(1987)
Simetria quebrada(1994)
Baú de mascate(1994)
As permutas e outros contos(1996)
A cidade amada(1997)
Placidin e os monges(1998)
Álgebra de sonhos(2000)
Deuses e santos como nós(2000)
Encontros de abismos(2002)
Sementes do tempo(2003)
Além das cortinas da Alzheimer(2004)
O esplendor aprisionado(2005)
Perfume de eternidade(2006)
Só pela relação de obras apresentadas acima já se pode observar a produção deste escritor, sócio correspondente do GPL. Júlio de Queiroz, nascido em Alegre, Espírito Santo, adotou a Ilha para viver a partir dos anos 80. Destacamos as considerações de algumas obras.
Placidin e os monges – novela – narra o dia-a-dia de Placidin entre os monges. Vibrante e ao mesmo tempo singela. Foi aprovada pela Comissão Catarinense do Livro.
Além das cortinas da Alzheimer – Osmar Andrade Faria assim narra sobre a obra: “Neste Além das cortinas da Alzheimer, Júlio de Queiroz acompanha e narra passo a passo, com a acuidade psicológica que nem um médico teria, as etapas da desorganização intelectual, mental e cultural de seu personagem Amadeu Behringer. E o faz numa narrativa tão rica de detalhes e elegância, que o leitor (até mesmo um médico velho como eu) entrega-se de maneira incontrolável e solidária ao sofrimento do paciente; a cada página, uma lágrima descendo sorrateiramente no cá-dentrinho da gente”.
Deuses e santos como nós – contos – “Parece ter sido em Florianópolis que Júlio de Queiroz encontrou o vagar necessário para ir publicando a sua obra literária que, a cada livro, mostra o talento de um espírito sensível e versátil. Excelente cronista; poeta emotivo, de linguagem enxuta e límpida; contador de histórias curtas e impregnadas de sutil humor e de argutas observações do comportamento humano que em alguns momentos podem lembrar o sarcasmo e a benevolência de um Chesterton, Júlio de Queiroz se assemelha a um dos representantes em nossos dias daquelas gerações de humanistas que buscam unir o conhecimento, o espírito e a palavra (escrita e oral), na compreensão e tentativa de esclarecimento do homem, como um irmão de grandeza e sofrimento, desprendimento e mesquinharia, fraternidade e sólida. Há nele uma religiosidade que transcende os rituais”.(Silveira de Souza)
O esplendor aprisionado(2005)
Um dos contos retrata viagem de estudos de um explorador que em dado momento encontra uma gruta no interior do Amazonas. Assim descreve o autor: “A gruta era o coração do templo que, em centenas de anos, a floresta tinha se encarregado de destruir, mas do qual não pudera apagar o altar, núcleo do poder do Sol em seus domínios sagrados”. O conto que dá o título desta obra “O esplendor aprisionado” narra a história de uma mulher que tem que cuidar de seus netos, pelo falecimento da filha. Eugênia, a avó-mãe, luta para salvar Lúcio, o neto-filho, bela criança marcada pela tragédia.
As permutas e outros contos(1996)
Assim retrata esta obra Paschoal Apóstolo Pítsica, à época presidente da Academia Catarinense de Letras. “Da riqueza interior do conto As permutas ao sofrimento do Parasita; da filosofia e profundidade da Visita ao drama dos judeus assimilados do Nordeste na Herança; do delicioso conto A Sinfonia, ao belo Refúgio; ao delicado Pastoral às tentações enfrentadas por Ser do Mar; do surpreendente final da Redenção, ao paradoxal Degrau Proibido; do original conto religioso A Desforra sos bem construído do Inspeção e Zita Barros, descobre-se as facetas caleidoscópicas da vida cotidiana que Júlio de Queiroz observou e nos dá na roupagem de um filósofo e pensador”.
Álgebra de sonhos – poesia(2000)
Nesta obra Júlio homenageia o bairro onde mora e publica seu poema Balada dos Já-com-Terra, encenado pelo GPL com a direção de Zeula Soares. Um trecho de um dos poemas:
Os que não dormem
Há os que não dormem;
buscam nas pílulas o sono esgarçado;
a noite escorre-lhes pelos olhos cansados
a que os dias não darão tréguas.
São eles indignos do dormir(...)
Sementes do tempo – poemas(2003)
Nesta obra “o que acompanhamos é o germinar e o vicejar de uma sensibilidade agora adulta, que se expressa de modo belo. Que mais é a poesia? Desde a ironia do “Cidade grande” até o, para mim, culminante “No que creio”, há dezenas de jóias poéticas, que a sensibilidade cada leitor descobrirá. Mas não há dúvidas. Estamos diante de um poeta.”(Dom Hildebrando de Melo, OSB)
Contato: Caixa Postal 1240 – cep 88010-970 – Florianópolis, SC

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