Álvaro Augusto de Carvalho

 
 
Álvaro de Carvalho - Oficial da nossa Armada. Nascido na Vila do Desterro, hoje Florianópolis, Sc, a 1º. De março de 1829, filho de Luiz José de Carvalho e de d. Florentina Luiz de Carvalho. Depois de seus estudos primários na capital, demonstrando grande inclinação pela vida marítima, resolveu embarcar como praticante de náutica em navio do comércio, realizando neles várias viagens num tirocínio de dois anos. Mas, a Marinha de Guerra era a sua maior atração; e, assim é que, a 2 de março de 1847, alcançou matrícula na academia, como aluno externo. Deu logo provas de clara inteligência e de grande pendor pelos livros. Promovido a Guarda-Marinha por aviso de 17 de dezembro de 1849, teve embarque na corveta Bertioga, para realizar sua viagem de instrução. A 30 de abril de 1852 foi promovido a 2º. Tenente continuando seu fatigante tirocínio profissional e dando sempre provas de aptidão – e notável aptidão para os serviços navais. A 2 de dezembro de 1856, foi promovido ao posto de 1º. Tenente. Em 1861, embarcado na Corveta Baiana realizou uma viagem nos mares da Europa com Guardas-Marinhas. De volta, foi nomeado para servir na Escola de Aprendizes-Marinheiro de sua terra natal(1862). “Foi nos lazeres, em sua terra natal, que Álvaro de Carvalho, com mais assiduidade se entregou à literatura especializando-se na marítima”. Colaborou nos jornais da época. Mostrou-se sempre “um oficial completo, não somente pelos seus conhecimentos profissionais, como também pelos dotes intelectuais”.Das suas produções literárias foram dadas à publicidade o drama em quatro atos é um prólogo intitulado “Pedro Martel” e publicado em 1865; e “Raimundo”, em cinco atos, publicado em 1868, após sua morte.Outros trabalhos, sabia-se, espalhou-se pelos jornais do tempo. Deixou-nos também um “Relatório Sobre a Barra e Rio de Araranguá e a narrativa da aplicação de uma pena de morte a bordo de um navio da esquadra. Fonte: Reviata Signo n. 3, da Academia Catarinense de Letras, texto de Walter Fernando Piazza “ACL Seus patronos – seus imortais”.

Poemas & Poesias

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