Antonio Francisco Castorino de Faria

 
Nasceu em São José, SC, aos 6 de agosto de 1839, filho legítimo de Antonio José de Faria e de dona Ana Bernardina da Cunha Ferreira Faria. Estudou o curso primário com o professor Marcelino Antonio Dutra. Em 1850 matriculou-se no colégio dos jesuítas.Seguiu para Porto Alegre,RS, onde freqüentou o Seminário Episcopal, de onde passou para o de São José, no Rio de Janeiro. Abandonou a carreira eclesiástica, fazendo concurso para professor das primeiras letras. Classificado em primeiro lugar, foi nomeado para Muriaé, no estado do Rio. Posteriormente, foi nomeado funcionário da diretoria dos correios. Foi durante 16 anos, professor na freguesia da Glória, jubilando-se em 1902. Foi um dos signatários do celebre manifesto de 3 de dezembro de 1870. Colaborou em vários jornais da nossa capital e do Rio de Janeiro. Escreveu e publicou: Folhas soltas; Vagidos poéticos; O homem do chapéu branco; ; Lastenia,romance, RJ, 1884; Conferências pedagógicas, na Revista do Ensino. Publicou poesias diversas, entre outras, no jornal Copacabana. Em o jornal Regeneração, do Desterro, descreveu alguns tipos de rua da capital, sob o título Reminiscências: 1º tipo; 2º Cativo da Fornalha; 3º Meia lua; 4º Sinhá Isadora; 5º Zé Rafael; 6º Maceió. Também no Diário do Rio de Janeiro escreveu: “Tipos da minha terra e tipos da terra alheia”(1882). Colaborou também no Cacique. Usou o pseudônimo Lyrino Campestre. Eis uma das suas composições poéticas:Faleceu no Rio de Janeiro a 29 de setembro de 1913.

A PASTORA
- Lyrino, a Pastora
Que adoras é bela?
- Só flor da campina
Será como ela.

- Seu peito é constante,
Tens vivos anelos?
- Assim me anunciam
Seus olhos tão belos.

- A boca mimosa
Tem vivo carmim?
- É cofre de graças
Forrado de cetim.

- A cor da Pastora
Lyrino, qual é?
- A cor que os poetas
Tributam mais fé.

- Mas, dize-me é sensível
A´ternos acentos?
- Oculta no peito
Os seus pensamentos

- Pois letras não ama
A tua adorada?
- Nem letras cultiva,
- Nem artes nem nada.

- Lyrino, o seu nome
Eu posso saber?
- O seu nome...Perdoa
Não posso dizer.
Fonte: Revista Signo n. 3 – Academia Catarinense de Letras. Ensaio de Walter Fernando Piazza: “Academia Catarinense de Letras – seus patronos – seus imortais”.

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