Feliciano Nunes Pires

 
 
Nasceu em Itacorubi, na Ilha de Santa Catarina, aos 21 de dezembro de 1786, filho de Antonio Nunes Ramos(natural do Rio de Janeiro) e de D. Maria Joaquina de Jesus Pires. Seus primeiros estudos realizaram-se na capital. Viveu algum tempo no Rio Grande do Sul, onde lecionou as línguas latina e inglesa. Foi eleito deputado geral, suplente, pelo Rio Grande do Sul entre 1827 e 1829. Indo de Santa Catarina para o Rio de Janeiro a tomar assento na Câmara, foi feito prisioneiro de um corsário, que o despojou de tudo que levava, inclusive documentos. Tomou posse em julho de 1827. Em outubro apresentou um projeto de lei proibindo a administração de frades ou congregados estrangeiros em todo o Império, bem como a administração de noviços estrangeiros. Presidiu a província de Santa Catarina de 6 de agosto de 1831 a 4 de novembro de 1835. Durante sua gestão abriu uma sala gratuita de francês. Foi nomeado pela carta imperial de 16 de maio de 1837, presidente do Rio Grande do Sul então às voltas com a Revolução dos Farrapos. Tomou posse a 6 de junho e permaneceu no governo até o ano seguinte. Foi casado com D. Rita de Cássia, filha de Jacinto Jaques de Oeiras(14 de novembro de (1835) havendo dessa união, vários filhos., Exerceu ainda o cargo de Inspetor de Alfândega do Rio de Janeiro, onde faleceu aos 12 de setembro de 18409. Deixou vários escritos, além de relatórios, hinos, poesias, sob o pseudônimo “O brasileiro da razão”. Publicou uma Gramática Inglesa. Na vida política sofreu investidas de Diogo de Vasconcelos. Fonte: Revista Signo n. 3 – Academia Catarinense de Letras. Ensaio de Walter Fernando Piazza: “Academia Catarinense de Letras – seus patronos – seus imortais”.

Poemas & Poesias

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