Francisco Tolentino Vieira de Souza

 
 
Nasceu em São José da Terra Firme em 14 de Julho de 1845, filho de João Francisco de Souza e Maria Clementina Vieira de Souza. Fez seus estudos primários com o professor João Climaco Zuzarte, oficial inferior da Marinha de Guerra Portuguesa, vindo para Brasil. Aos 18 anos abraçou a carreira comercial, empregando-se na casa de negócios do Coronel José B. Caldeira de Andrada e Antonio José Júnior. Mais tarde associou-se a Antonio Ramalho da Silva Xavier, sociedade que se dissolveu em 1865. Abriu então banca de advogado, tendo prestado exame na Relação de Porto Alegre em 1877, com aprovação plena.Foram seus examinadores em Porto Alegre os doutores Fausto de Freitas Costa e Antonio Pereira Prestes, presidindo a banca o Desembargador Queiroz Barros. Passou a advogar em São José e no Desterro(Florianópolis). Descambando para a política, filiou-se a Partido Liberal. Foi eleito deputado provincial em 1878. Serviu de segundo secretário geral do Partido em São José. Jornalista, colaborou nos jornais do seu partido e no Regeneração. Oficial da Guarda Nacional. A 8 de março de 1867 foi promovido a Alferes da Guarda Nacional, Tenente em 1868; Capitão em 1870; Major em 1875.Em 1880 candidatou-se a deputado geral, tendo como competidor o Dr. Pitanga. Em 1895 foi eleito deputado geral. Com a República tomou parte na Assembléia. Presidiu o Congresso. Esteve à testa do jornal Gazeta do Sul. O governo deu seu nome a um Grupo Escolar. Casado com dona Maria das Mercês da Câmara e Souza. Deixou vários filhos: Ary, Alfeu, Álvaro, Ida, Olga e outros.Faleceu a 14 de fevereiro de 1904.
“O sobrado do Tolentino,
Um sobrado grande eu sou,
Assombrado e morfino
Um fantasma me deixou

Oh! que bichos esquisitos
Não havia ali

Poemas & Poesias

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