Franklin Cascaes

 
 
Nasceu em 18 de outubro de 1908. em Itaguaçu, então pertencente ao município de São José, SC. Filho de família numerosa , desde pequeno se interessava por bruxas. Aprendeu a colecionar balaios, tiptis, cordas de cipó, cercas de bambu,, remos, gererés, tarrafas...Mas aquilo que gostava mesmo era rabiscar desenhos, usando carvão ou moldar bonecos imitativos das imagens dos altares e miniaturas de bichinhos de cerâmica feitos nas olarias. Seu talento foi descoberto na Semana Santa de um ano qualquer da década de 20, quando a praia de Itaguaçu ganhou uma série de esculturas, retratando a Via Sacra. O respeitado professor e escultor paulista, Cid da Rocha Amaral, ficou encantado com o que viu e quis conhecer o autor da proeza. Encontrou um adolescente tímido que tivera uma rigorosa educação religiosa. Franklin beirava os vinte anos e nunca havia entrado em uma sala de aula. Seu pai achava que estudar era algo delicado demais e que o homem de verdade tinha que trabalhar na roça. Vencida a resistência paterna, Franklin aproveitou o incentivo para recuperar o atraso até se formar professor da antiga Escola Industrial, onde iniciou seus estudos. A partir de 1946 começou a se dedicar à pesquisa da cultura popular na Ilha de Santa Catarina, desde Itaguaçu – lugar onde as pedras no mar exercem um fascínio sobrenatural em quem as aprecia – a Ribeirão da Ilha, |Lagoa, Santo Antonio, Barra do Sul, entre outras localidades. Numa pesquisa quase arqueológica, resgatou os fragmentos de uma tradição que já se vinha estilhaçando com a chegada de um vento mais forte que o nosso vento sul: o progresso. Foi quase solitário seu trabalho no recolhimento de fragmentos da história. Seus presépios, feitos com, folhas de piteira e montados sob a lendária figueira da Praça XV de Novembro iniciaram uma tradição continuada por seu discípulo Gelci Coelho (Peninha). Produziu centenas de desenhos e esculturas retratando personagens míticos, que habitam o imaginário popular entre os mais antigos, como o capora(ou caipora), o lobisomem, as bruxas e o boitatá. Recolheu também histórias, sabedoria popular, crendices, benzeduras, receitas de curandeirismo e documentos. O Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral é responsável pela guarda da coleção “Professora Elizabeth Pavan Cascaes”, homenagem póstuma prestada pelo artista à esposa. A incorporação da coleção ao patrrimônio da Universidade Federal de Santa Catarina, ocorreu em 1981, por doação em vida do artista. Faleceu em 15 de março de 1983.Em 2008 comemora-se o centenário de nascimento. Fonte: site da Fundação Franklin Cascaes e Caderno Especial do Jornal Notícias do Dia de 28 de julho de 2007, p. 11.

ARMADILHA CONTRA BRUXAS (segundo pesquisa de Franklin cascaes)
A mais antiga é a do meio alqueire armado em forma de arapuca, com uma vela benta acesa. A bruxa então é atraída pela oração do credo, sentando na arapuca e a desarmando, quando perde o estado fadórico.

BRUXAS DO RIBEIRÃO
As mais famosas bruxas da Ilha
Vivem lá, no Ribeirão.
Só comem pétalas de rosa
Pra ter cheiro no coração.
(Versos de Franklin Cascaes)

Poemas & Poesias

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