Henrique da Silva Fontes

 
 
Nasceu em 15 de março de 1885, em Itajaí, SC, filho do negociante Manoel Antonio Fontes e Ana da Silva Fontes. Ao terminar o curso primário em Itajaí, seguiu para São Leopoldo,RS, onde se bacharelou a 13 de dezembro de 1916, tendo sido o orador da sua turma. Em 1918 matriculou-se na Escola Politécnica, do Rio, cujo curso foi obrigado a interromper por motivo de moléstia. Vindo em 1910 para a capital catarinense, fundou o jornal A Época, tendo sido convidado para lente de Português do Ginásio Santa Catarina, onde também lecionou História Universal e do Brasil, Aritmética e Escrituração mercantil. Em 1911, em virtude de concurso, foi nomeado lente de Pedagogia e Psicologia, História e Geografia da Escola Normal. De 1916 a 1917 regeu interinamente a cadeira de Português, e nesse último ano substituiu o lente de Física, Química e História Natural na referida casa de ensino. Durante sete anos (de 1911 a 1918) exerceu as funções de chefe escolar do município de Florianópolis. Em 1918, com o máximo escrúpulo, dirigiu o serviço de recenseamento do estado, tendo sido em maio de 1919 nomeado para o cargo que com tamanho destaque desempenha atualmente. Henrique Fontes pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, tendo sido seu vice-presidente e presidente; membro da Academia Catarinense de Letras; da Sociedade de Geografia do rio de Janeiro; da Liga de Defesa Nacional e muitas outras instituições. Nome expressivo na capital foi um dos fundadores da Faculdade de Direito. Sua perseverança se fez sentir, pois ficava na ante-sala do gabinete de seu filho Paulo Fontes, sem usar da prerrogativa de família. Seu filho e neto participaram da política catarinense. Foi presidente do I Congresso de História Catarinense, realizado em 1948. Autor de uma série de Cartilhas Populares, desenvolveu intensa pesquisa histórica, principalmente na área religiosa, onde se destacam “A beata Joana Gomes de Gusmão”, “O Irmão Joaquim – o Vicente de Paula Brasileiro, e “A Irmandade do Senhor dos Passos e o seu Hospital, e aqueles que os fundaram”, além de inúmeras biografias, assuntos econômicos e filológicos e temas catarinenses em geral, e de um “Dicionário de Nomes de Pessoas”, que deixou inédito. O edifício onde residem membros de sua família à Av. Trompowsky, possui uma ampla biblioteca. Lá a prof. Maura Soares, a prof. Maria Lucia Freitas Fontes(membro da família, casada com um neto do prof. Fontes) e Sueli Sousa Sepetiba empreenderam a maior parte das pesquisas sobre a vida de Francisco Barreiros Filho, patrono da Biblioteca Municipal, da Capital.Faleceu em 1966.(Fonte de pesquisa- acervo do IHGSC, Boletim do IHGSC, ano I, n. 9, dezembro 1998).

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