Holdemar Oliveira de Menezes

 
 
Holdemar de Menezes nasceu em Acarati, Ceará, em 13 de dezembro de 1921, filho de Ezequiel Silva de Menezes e Otilia Oliveira de Menezes. Incentivado pelo pai desde cedo iniciou o gosto pela literatura, lendo contos dos Irmãos Grimm, de Andersen, Monteiro Lobato, a coleção Tesouros da Juventude e, como leitura obrigatória a Revista Tico-Tico. Gostava de ouvir as histórias contadas pela avó paterna Aninha Menezes que reunia os netos e os introduzia no mundo do faz-de-conta com reis, príncipes, princesas, guerreiros e heróis.Seu pai era jornalista, foi dono de três jornais, ensaísta, teatrólogo, orador primoroso.Residiu no Rio de Janeiro de 1941 a 1950.Conviveu com artistas e políticos de renome no Rio de Janeiro, onde formou-se em Medicina no Rio em 1948. Na Faculdade entrosou-se com o movimento político estudantil, freqüentando a UNE, com seus congressos agitados. Freqüentou os bastidores da Rádio Nacional e Rádio Tupy. Radicou-se em Santa Catarina, nos anos 50, indo trabalhar como cirurgião em São Francisco do Sul. Diz Holdemar sobre a cidade: “São Francisco do Sul é um marco na minha existência, tanto afetivo quanto profissional, familiar, político e literário”. Nessa cidade escreveu “A coleira de Peggy”(1972). Foi escritor sem jamais ter abandonado a Medicina. Em São Francisco do Sul foi vereador pelo PTB de Getúlio Vargas. Por solicitação de Acácio Garibaldi Santiago, presidente do PTB, veio para Florianópolis, para administrar o SAMDU e o serviço médico do IAPETC, trabalhando também no Hospital de Caridade. Depois da Revolução de 64 saiu do Hospital de Caridade e atuou na Maternidade Carlos Corrêa. No governo de Celso Ramos foi diretor da Maternidade Carmela Dutra. Professor da UFSC, da Faculdade de Educação. Membro efetivo do Conselho Regional de Medicina e do Conselho Penitenciário; membro efetivo da Sociedade Brasileira de Medicina; da Academia Catarinense de Letras. Foi eleito suplente de deputado à Assembléia Legislativa do estado, na 5ª. Legislatura, pelo PTB. Publicou ensaios, crônicas, contos e romance: “Kafka, o outro”(1970); “A coleira de Peggy”(1972); “O barco naufragado”(1976); “A sonda uretral”(1978); “A maçã triangular”(1981); “Cambada de mentirosos”(antologia); “21 dedos de prosa”(antologia); ‘Circulo 17”(antologia); “A vida vivida”(1981); “Os dez melhores contos de médicos”(antologia); “Os eleitos para o sacrifício”(1983). Escreveu crônicas, para o Jornal O Estado. Falecido.

Poemas & Poesias

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