Adelicio Manoel Campos (Licinho)

 
 
Nasceu em Florianópolis, SC, em 4 de setembro de 1952. Trabalha em comércio de material de construção. Participa de todos os projetos do GPL, entre eles Ventos do Sul, Doce Poema, Poesia na Praça e Viajando com Poesia. Falecido em 07/10/2011.

Poemas & Poesias

+ Chama Interior

Preâmbulo de um amor bucólico,
bálsamo de prazer no ar sentido,
vozes e sussurros anelantes
sendo eufonia aos ouvidos

O Mar conversa com a noite distante
no peito, lava da paixão, brilha como candeia
e a carne em êxtase incendeia

No Epílogo de um amor perene
alma nua se veste em desatino
com nossas mentes que no porvir
mantém nossos desejos vivos.

+ Embevecimento

Misturas de sentidos
Sussurros aos ouvidos
Misturas de almas
Atitudes comparsas

O rubro vinho em teus lábios
Me deixa perdido
Doce perto
Longe amargo
Embriagando desejos

Lúbrico amor sucinto
Em taças de vinho tinto
Que são dos teus lábios beijos
Vontade em êxtase se acha
Também inebriante e devassa

+ Formosos

Arfantes no recôndito do peito
Como dardos em ristes
Do corpo da mulher o parapeito
E fazem lembrar
O perfeito existe

Lábaros Ostentados em um corpo
Belas Esculturas
Em tão belas criaturas
É do criador divino gosto

Diamantes já lapidados
Beleza divina da eterna ninfa
Do cerne da mulher
Seios, manjar cobiçado.

+ Lascívia

No ócio da carne
Quando corpo em reflexo
Metamorfose vem como o vento
E forças debilitam sem pretexto

Pensamento em lazer
Coração ainda aquecido
Paixão ainda a solver
E murmúrios aquecem ouvidos

Boca ainda sedenta
Desejo aberto, quase sem vida.
Aos poucos aumenta
Ainda em transe
Desejo e êxtase reanimam
Corpo inane.

+ Se quiseres ser feliz

Se quiseres ser feliz
Ouve o barulho das ondas do mar
Sente o perfume de um jardim
Vem aprender a amar
Deixa o amor chegar a ti

Se quiseres ser feliz
Ama-me com ardor
Deixa-me te abraçar
Vem sentir meu calor
E vem me amar...
Amar-me...
Amar-me...

+ Visão

Vejo uma folha que cai, e é levada ao vento.
Grão de areia, que pela praia passeia.
Aves que saem em busca de sustentos
E coração solitário que ser amado anseia

Olhos que de felicidade brilham
Ouço vozes que de gritar, ficam roucas.
Rostos onde lagrimas causam danos,
Bocas sedentas procuram outras bocas.
E corações que se amam.

Vejo razões nem tão racionais
Paixões que criam asas e voam libertas
Pessoas que amam demais
e coração cujas portas para amar
Estão abertas.

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