Oswaldo Rodrigues Cabral

 
 
Oswaldo Cabral, médico, professor universitário, historiador, político, folclorista e antropólogo, nasceu em Laguna, SC, em 11 de outubro de 1903, filho de Ari Cabral e de D. Luisa Rodrigues Cabral.Fez os estudos primários no Colégio Nossa Senhora das Dores, Porto Alegre (1910), Grupo Escolar Lauro Müller, Florianópolis(1911) e Ginásio catarinense, Florianópolis(1912-1916), os secundários na Escola Normal Catarinense, Florianópolis(1919) e no Ginásio Paranaense, Curitiba,PR(1920-1923). Diplomou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro(1929). Exerceu, paralelamente, as funções de Professor Primário em São Francisco do Sul e Joinville(1922), Professor da Escola Complementar de Joinville(1922), Médico do Hospital Municipal de Joinville(1930-1936), Diretor da Assistência Municipal de Florianópolis(1936-1945). Foi diretor do Instituto de Antropologia do Estado.Seu campo preferido era o das pesquisas folclóricas e da história e vida cultural catarinense. Deputado Constituinte, suplente convocado(1947-1950). Foi combativo e presidiu a Assembléia(1954). Professor da Faculdade Catarinense de Direito e da Faculdade Catarinense de Filosofia. Foi um dos fundadores da UFSC-Universidade Federal de Santa Catarina, tendo sido professor de Medicina Legal na Faculdade de Direito(1952) e professor de Antropologia na Faculdade de Filosofia(1955). Professor emérito da UFSC(1974). Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e de várias associações culturais nacionais e estrangeiras, pertenceu também à Academia Catarinense de Letras. Foi um dos organizadores do 1º. Congresso de História de Santa Catarina, reunido em 1948. A ele, deve-se, também, muito do esplendor alcançado pela Comissão Catarinense de Folclore. Autor de mais de uma centena de artigos e livros sobre medicina, antropologia, história escreveu, principalmente “Santa Catarina”(1937), depois reeditado várias vezes com o título de “História de Santa Catarina”(1968), “Os Juizes de Fora”(1951), “João Maria, Interpretação do Contestado”(1960), “Nossa Senhora do Desterro”( 4 volumes 1971), e “As defesas da Ilha de Santa Catarina no Brasil-Colônia”(1972). Publicou também “O segredo médico”(1932); “Medicina, Médicos e Charlatães do Passado”(1942); “Assuntos Insulanos’(1948); “Os Açorianos’(1951); “Cultura e Folclore”(1954). Publicava crônicas no jornal O Estado sob o pseudônimo de Egas Godinho.Faleceu em Florianópolis em 16 de fevereiro de 1978. Fontes: Antologia de Autores Catarinenses, organizada por Celestino Sachet. Editora Laudes, s/d; Boletim do Instituto Histórico n. 37, abril de 2001 e Dicionário Político, 2ª. Edição revista 1994, organizada por Walter Fernando Piazza.

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