Cacildo Silva

 
 
Nasceu em 21/10/1947, em Santo Amaro da Imperatriz (SC). Licenciado em Psicologia-UFSC. Licenciado em Filosofia-UFSC. Bacharelado em Artes Plásticas-Escultura e cerâmica-UDESC. Pós Graduando em Filosofia Clínica (lato sensu)
Membro das Academias: São José de Letras-Cad. 40, Desterrense de Letras- Cad. 22, Santoamarense de Letras-Cad.02, Membro do Grupo dos Poetas Livres, Fundador e Vice Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Estado de Santa Catarina. Publicação em várias antologias, jornais e informativos.

Lançou seu 1º. Livro em 1998, no mesmo em que o GPL foi fundado e ele ingressou em suas fileiras como um dos 10 primeiros sócios.
A obra de estréia Janela e Solidão – Ode à Poesia tem as palavras de Zoraida Hostermann Guimarães, à época do lançamento da obra, presidente da ASAJOL: “Cacildo é um profundo desvelador das belezas ocultas sob o véu das aparências. Exímio trovador, abre este livro “Janela e Solidão”, apresentando uma coleção de trovas ricamente lapidadas pelo seu gênio privilegiado”. De Abel B. Pereira – “Cacildo escreve sobre tudo. Suas musas respondem-lhe dos quatro cantos do mundo! A sua poesia dedilhada nas cordas do seu violão tem a mesma melodia e o mesmo encanto musical da lira de Apolo. Poeta e filósofo se assemelham: a filosofia dá sabedoria ao homem; a poesia dá formosura à vida. Só é verdadeiramente livre aquele que sabe ser escravo da verdade. Cacildo é um homem que goza de plena liberdade. Ele é solto, é livre, sua vida interior é intensa. Ele leva ânimo e alegrias às pessoas. Os verdadeiros artistas são livres!” Cacildo penetra no “consciente-inconsciente” do ato da fé, quando rejeita a Solidão ao abrir uma janela para deslumbrar-se com a vastidão do Mundo Maior no caminho do Bem, do Amor, seguindo em direção a Deus na Infinidade.
Agora é a vez de falarmos de Poetizando as pedras da estrada. José Carlos Luckmann assim apresenta a obra: “No universo globalizado em que vivemos, percebe-se que somos indivíduos singulares. Essa peculiaridade – nossa especial identificação – torna-nos responsáveis por aquilo que somos e pelo que temos. Ninguém pode tomar o nosso lugar. Ele é nosso e nosso é o direito de ocupá-lo dignamente. A ação participativa, na nossa totalidade, enobrece o conjunto e manifesta a mútua corresponsabilidade, tornando-nos mais humanos. Essa iniciativa do poeta Cacildo Silva em representar a vida do “Zé” nas suas mil e quinhentas estrofes, portanto, nove mil versos, relembra a difícil trajetória de tantos meninos e meninas que viveram na pequena Santo Amaro, dos meado do Século XX. Os versos apresentados no “Poetizando as pedras da estrada” são histórias vivas do amigo “Zé” escritos numa linguagem apropriada e extremamente agradável.
A facilidade que o trovador (a obra é apresentada em sextilhas com rimas entre 2º. e 6º. e 4º. e 5º. versos) imprime seus versos, com trovas ricas de sabedoria popular, de fácil entendimento, leva o leitor a compreender que José Cacildo Silva é de fato uma pessoa abençoada por Deus e um poeta por natureza.
Contato: cacildo_silva@yahoo.com.br

Poemas & Poesias

+ ALMAS GÊMEAS

"Ó tu, que vens de longe", ó tu, que queres beijos,
indaga ao beija-flor, não poupa este desejo,
pergunta se ele beija só flores e rosas!
Ele dirá que beija as mulheres formosas.

"Ó tu, que vens cansada", ó tu musa mimosa,
pergunta ao teu poeta, ó tu, que és carinhosa,
pergunta e ele dirá da forma que eu te vejo
beijada, linda e amada, tudo que eu almejo.

O beija-flor que sempre confundiu tua boca,
coa rosa do buque do altar da mãe divina,
também adocicou o teu beijar de deusa.

O poeta que te beija - não por razão pouca -
beija o néctar da rosa por ser sua sina,
ser o cravo, alma gêmea, em teus lábios, princesa.

Cacildo Silva

+ É Poesia

Quando a saudade aperta o coração,
Mas te conformas.
Quando ao ficares só te sentes forte,
Sem solidão.
Quando a imaginação te faz planos,
E o faz bem.
Quando sentes o aroma, são, da vida,
É, dela, a flor.
Quando vês que é sincero o que sentes,
É Poesia.

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