Carlos Ronald Schmidt

 
 
Nasceu em Florianópolis em 2 de dezembro de 1935. Passou a sua infância na rua João Pinto, Tiradentes na adolescência, na rua Irmão Joaquim, esquina com a Raul Machado. Em 1942 fez o pré-primário na escola particular Jurema Cavalazzi(só para meninos). Começou a escrever poemas aos dez ou onze anos de idade, depois que os pais o impediram de estudar piano, na época um instrumento “só para mulheres”. Deram-lhe um violino para aprender a tocar com o professor Carmelo Prisco. Mas o som o irritava. Queria um instrumento mais doce e prático, que lhe possibilitasse não só tocar, mas também compor. Quebrou o violino e partiu para a “escrivinhação”. Seria ele o próprio instrumento. Descendente de finlandeses e alemães, herdou a introspecção e o poder de síntese característicos desses dois povos. Em 1956, quando trabalhava no Banco Catarinense S/A, um jovem pediu para ver seus versos e os levou para publicar no Jornal O Estado. Na onda do movimento modernista, em 1º. De setembro de 1957, assinou, entre outros, o Manifesto do Grupo Litoral. Em 13 de agosto de 1958, ocorre o lançamento da ver ista “Litoral”, pelo grupo que se definia Gente Nova e tinha em suas fileiras grandes personalidades. Ingressou na Faculdade de Direito em 1958, recebendo o grau de bacharel em 1962, quando mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. De temperamento poético agressivo, na verdade, seus primeiros livros de poemas, “Poemas” e “Cantos de Ariel”, foram publicados em 1959 e 1960, sendo mais tarde repudiados pelo autor. Em função disso, a estréia oficial do poeta em livro se daria apenas em 1971, com “As origens”. Sua trajetória pela poesia deu-se em paralelo com a carreira jurídica, pois ingressou na magistratura catarinense,sendo nomeado juiz substituto da Comarca de Concórdia. Em 1971 ainda, é editado no Rio de Janeiro o livro “As origens”. Após dois anos, remove-se para a Comarca de Biguaçu, onde vive até hoje. Outras obras: Anua, de 1975, considerado o melhor livro do ano pelo Conselho Estadual de Cultura, tendi sido traduzido para o italiano; Dias da terra(1978); Gemônias(1982); As coisas simples(1986); A cadeira de Édipo(1993); Como pesa!(1993); Cuidados do acaso(1995); Todos os atos(1997); Ocasional Glup(1999); A razão do nada(2001); Os sempre(2003); Caro Rimbaud(2006). Dedica-se a redigir textos teatrais e traduções. Pinta quadros e faz esculturas. Casado com Neide Maria Campos tem cinco filhos.Fonte:transcrito de O Estado, 2 de dezembro de 2005, matéria com o título “70 anos imerso na produção poética” .

Página na internet: www.cronald.com.br

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