Aldirio Simões

 
 
Filho de Waldemar Raulino de Jesus e Maria Iglacides de Jesus, Aldírio­ Simões de Jesus nasceu no dia 5 de janeiro de 1942 nas margens do rio do Braz, em Canasvieiras (Florianópolis).Fez o curso primário no Grupo Escolar São José e o ginásio e o científico na Academia de Comércio Santa Catarina(1955-1963). Trabalhou na pesca e na agricultura. Foi balconista da Confeitaria do Chiquinho e de A Soberana, estabelecimentos tradicionais de Florianópolis. Jornalista desde 1972, começou em O Estado e trabalhou nos Diários Associados, Diário Catarinense,m nas Tvs Cultura e Barriga Verde e nas rádios A Verdade, Cultura e Diário da Manhã. Foi colunista de A Notícia (Fala Mane, AN Capital), produziu e apresentou o programa Bar Fala Mané no SBT.Funcionário da Prefeitura de Florianópolis desde 1976, superintendente da Fundação Franklin Cascaes(1988), diretor de Artes da Fundação Catarinense de Cultura(1994), coordenador-geral do Carnaval de Florianópolis em várias oportunidades desde 1985. Citando Celso Martins: “tendo dedicado quase toda a sua vida profissional ao resgate da memória e de personagens da cidade. Seu trabalho fez com que fosse comparado ao pesquisador Franklin Cascaes - esse atuando na área rural e aquele no setor urbano da cidade. A semelhança das trajetórias foi feita quando recebeu a Medalha do Mérito da Câmara Municipal, em 23 de março de 2004”. "Não aceito a comparação com o professor Franklin Cascaes, que tinha um trabalho bem mais profundo, enquanto eu faço isso de forma espontânea e sem me preocupar em deixar algum legado", disse. Apesar da humildade, uma das principais características de Aldírio, a comparação foi sustentada por pesquisadores e intelectuais da cidade, como o professor Nereu do Valle Pereira. "Os trabalhos de ambos são diferentes, mas o do Aldírio é hoje preponderante na preservação da cultura popular e das características do ilhéu".(CM) Aldírio fez programas para rádios e TVs, fundou blocos e bandas carnavalescas, coordenou o Carnaval de Florianópolis e reverenciou expressivas figuras com o troféu que criou e denominou Manezinho da Ilha. O seu programa no SBT “Bar Fala Mané” revelou o que há mais autêntico no samba da Ilha de Santa Catarina. Autor de “Sou ilhéu graças a Deus”; “Retratos à luz de pamboca” ; “Fala mane”, “Domingueiras”; “Crônicas de carnaval” e “O pirão nosso de cada dia”. Aldírio faleceu em 22 de janeiro de 2004.

Fonte: Jornal A Notícia e Folha de Coqueiros e pesquisa na internet).

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