Moacyr Viggiano

 
 
Nasceu em Inhapim,MG, em 1930. Fez os primeiros estudos em sua terra natal, transferindo-se para Caratinga,MG, onde fez o Ginário. Mudou-se para Belo Horizonte,MG, onde cursou o Científico(2º. Grau). Em 1957 fez concurso para o Serviço Público Federal, sendo nomeado para Florianópolis,SC, onde fez o Curso de Medicina de 1961 a 1966, trabalhando à noite nos Correios e Telégrafos. Formou-se me 1966, fez Residência Médica em Pediatria, especialidade que exerceu durante 30 anos no Hospital Infantil Edith Gama Ramos, hoje transformado em Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, Sc. Ao escrever para sua filha, ensaiou os primeiros versos e tomou gosto pela poesia. Apesar de ter convivido com Ziraldo(escritor e cartunista), Alan Viggiano(escritor, poeta e jornalista), Paulo Nogueira(poeta), todos integrantes da “Turma do Pererê”(Revista em quadrinhos criara pelo Ziraldo e editada pela Revista “O Cruzeiro” ns anos sessenta), onde o Moacyr é o jaboti-carteiro, o Alan o macaco, o Paulo Nogueira, o coruja, nunca tinha experimentado escrever, a não ser trabalhos técnicos relacionados com sua profissão. Dentre outras obras, destacamos seu primeiro livro de sonetos - Ecos-poesia - que fica registrado com os sonetos a seguir. Reside em Florianópolis.

Poemas & Poesias

+ Imagem tua

IMAGEM TUA

Criei na minha mente a imagem tua,
Não se em sonho ou mesmo em realidade,
A imaginar-te em luz e sem maldade,
Modelo irreal que em mim se perpetua!


Pintar tua bela imagem sonho e imploro!
E ao mirá-la na tela eu me consinta,
As mãos lambuzadas inda de tinta,
Lavá-las com as lágrimas que choro!


Tudo sonho! Penso eu inda tristonho!
No enlevo delirante então me ponho,
A lamentar da vida a ingrata sorte!


Mas, não faz mal! Mesmo que a treva enfrente,
Posso ver-te, nos sonhos, de repente,
Mesmo seja ilusão após a morte!

+ Talvez a lua

TALVEZ A LUA

Ao Luar tranqüilo posso eu meditar;
No Mar imenso quero eu navegar;
Sob as estrelas penso eu namorar;
N´alguma cousa devo acreditar!


Se contentas com pouco que te dou;
Se me alegro com mínimo que dás,
Não sou tão rico, algo me satisfaz,
Não sou tão pobre, muito me sobrou!


Trago em minhas mãos poucas ilusões,
Mas alegrias tenho aos borbotões,
Para ofertar-te numa troca amiga!


Se me aceitares venho então trazer-te,
Tudo que eu tenho para oferecer-te;
Talvez a Lua pra te dar, consiga!



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