Amaro Seixas Ribeiro Netto

 
 
Seixas Netto nasceu em Florianópolis,SC, em 2 de novembro de 1924 e faleceu em 23 de maio de 1984. Jornalista profissional, Professor, Escritor, Meteorologista, Astrônomo, fundador do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina; fundador das Faculdades de Direito e Filosofia da Sociedade Itajaiense de Estudos Superiores(STES); fundador da Loja Maçônica Jerônimo Coelho n.13; fundador do Clube Filatélico Maçônico do Brasil; foi membro da Academia Catarinense de Letras; da Academia de Ciências de Roma-Itália; Instituto de Ciências Astronômica e Cosmológica, da Universidade Livre “Leonardo da Vinci”- Palermo(Itália); da Academia de Ciências e Artes de Londrina(PR); da Associação Catarinense de Escritores -Florianópolis,SC; da Comissão Catarinense de Folclore – Florianópolis,SC, e da União Brasileira de Trovadores.

Recebeu Medalha e Diploma do Mérito Municipal de Florianópolis, concedido pela Câmara de Vereadores.

Autor de, entre outras obras: Povoadores do Universo; Política(variações filosóficas), Nem deuses nem astronautas, Zodíaco, As enchentes do Vale do Itajaí, Clima regional da Ilha de Santa Catarina.

Publicou em capítulos Contos Cósmicos e a Verdade em revista – Florianópolis, Meteorologia Matura Ilha –Jornal do Beto – Fpolis, História do Universo Solar na Revista Maçônica –Porto Alegre,RS. Na revista O Prumo do Grande Oriente de Santa Catarina dentre outros citamos: Poesias e Artigos em Jornais – Correio do Norte(Canoinhas), Jornal de Santa Catarina(Blumenau), Blumenau em Cadernos(BNU), Jornal O Estado do Paraná-Curitiba,PR, Jornal Diário da Tarde-Fpolis, Revista O Cruzeiro-Rio, Jornal La Voice Bruza(Itália), algumas crônicas em rádio e televisão,Programa Vanguarda da Rádio Diário da Manhã, comentarista da Televisão Cultura(Canal 6)-Fpolis, Cronista de A Noite é Nossa na Rádio Guarujá-Fpolis, e algumas obras inéditas Os gênios da Luz, Contos Ilhéus, A astronomia na Divina Comédia, Diálogos, e outras.

Poemas & Poesias

+ O Homem e a Vida

“O tempo e o silêncio...
aniquilariam o próprio Deus”.
E o homem feito de terra
do barro d’um mundo só,
ao sopro do infinito
resseca...quebra...é pó.

É pó que volta pra Terra,
é cinza...e nada mais...
É húmus que ceva a lama,
é o alimento do grão,
é seiva que se consome,
é fruta...raiz...e pão.
É enfim quem mata a fome
do homem sempre a vir...

(Da sementeira do homem
sai o homem do Porvir...)
Terra...lama...ódio profundo
de ser o eterno retorno
do mistério homem-mundo.

E o homem feito de terra,
É vírus...é germe...é pó
é mistura de metais
é toda a Terra e...é só.
A si gera e a si forma
a si ama e a si mata
É fera só...nada mais...

O homem triste fantasma
da Terra a girar nos Céus
tem a si na Eternidade
e se sente divindade
mas se esquece e se despreza
na verdade triunfal...
É simples ciclo rodando
num Kaliyga fatal...
Rodando pelo Infinito
dos Devas do Criador
onde não há choro ou grito...
Há luz...Há Deus...Há Senhor.
[in Cancioneiro Maçônico – Poemas Cósmicos de A. Seixas Netto. Organizado por Vilson Mendes. Editora Papa-Livro, 2000]

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