Ana Maria Pimentel Carioni

 
Nasceu em Laguna, foi adotada por Ivo Pimentel e Selva Teixeira Pimentel. Estudou na cidade natal e posteriormente transferiu-se para Florianópolis, graduando-se como professora no Colégio Coração de Jesus. Lecionou em Grupos Escolares Jerônimo Coelho e Ana Gondin e, ainda, no Ginásio Lagunense.

Participou de vários concursos literários, entre os quais, o Primeiro Concurso para Terceira Idade (Fundação Viva Vida) e o Segundo Concurso de Conto & Poesia, patrocinado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis. Casada com Nilson Carioni, tem seis filhos Ivo, Ricardo, Jonas, Rodrigo, Patrícia e Andréa. Vive em Florianópolis, onde além de literatura, dedica-se como “diletante”, à pintura a óleo e ao desenho a carvão.Sobre sua obra “Devaneio” (1998) diz o escritor Júlio de Queiroz: “Sob os cânones da poética pós-moderna, a de Ana Mareia Pimentel Carioni é, certamente, intimista-sentimental. O que os pós-modernistas menosprezam. Mas o próprio fato de serem pós-modernistas, já denota a rapidez com que o modernismo concreto e seco foi por eles ultrapassado. Nada impede que o intimismo-romântico, em poesia, volte a brilhar”.(...) A meu ver, o que cabe é louvar à autora por ter encontrado tempo, esmero e desvelo para deixar cantar seu viver sentimental-íntimo e, acima de tudo, deixar aos seus – descendentes e amigos – o testamento escrito de que, em qualquer nível, a beleza e o amor devem sempre ser cultivados. Pois é neles que se ancora o futuro da espécie”.

Poemas & Poesias

+ Devaneio


Noite quente de verão
Lua cheia, maré mansa...
Moça bonita na janela,
Lembrando o amor distante.
Fim de festa, migalhas pelo chão,
Salão deserto e poeirento
Sonhos desfeitos e amores perdidos
Nas ondas do teu cabelo
me afoguei.
Nas curvas do teu corpo
me enrolei.
No aconchego do teu seio
me acalentei.
Na alegria do teu riso
eu gargalhei.
Na tristeza do teu choro
eu solucei.
Olhei em redor de mim
e vi!
Noite quente de verão
lua cheia, maré mansa
moça na janela.
Lembrando o amor distante.

[In “Devaneio”, pág.9]

Voltar