João Batista Crespo

 
 
Nasceu em Desterro, a sete de setembro de 1887. Desde a juventude seus versos mereceram boa acolhida nos jornais O Tempo, Folha Nova, O Estado e nas revistas Fênix e Esperança, que também foi redator. Foi escrivão e coletor de Rendas Federais.

Em Jaraguá do Sul, foi redator do jornal Correio do Povo. A seguir, em Blumenau, fundou com Honorato Tomelin o periódico Lume, no qual trabalhou até 1949. Em Joinville, colaborou, a partir de 1950, com a revista Vida Nova, escrevendo muitos poemas lírico-épicos sobre a colonização da “Cidade dos Príncipes”.

Escreveu algumas peças teatrais. Em 1921 foi encenada a peça Zé Catarino, com letra de sua própria autoria e música de Álvaro Sousa. Foi um sucesso no teatro Álvaro de Carvalho.

Crespo foi jornalista, atuou em vários órgãos da imprensa, na capital e no interior do Estado, concomitante com suas fuções no serviço público.

Faleceu em Belo Horizonte a 30 de maio de 1966.

Poemas & Poesias

+ CANTIGAS PRAIANAS

Quem vive nas serras altas
Não vê, não pode estimar
Por sobre a areia da praia
As ondas que rola o mar.

O beijo que o búzio rouba
Rolando por sobre a praia,
Ao seio verde da vaga
Que sobre a areia desmaia.

A espuma, toucada de ouro,
Das ondas que rola o mar,
Quem não nasceu cá em baixo
Não vê, não pode estimar.

Não sabe quanta poesia
Tem, se a luz no céu desmaia,
A alvura de um corpo nu,
Depois de um banho de praia.
(...)
E a vida corre tão branda
Que a gente não sabe, em suma,
Se é vida!... se não é sonho
Que se desfaz como a espuma.

(de O Momento I, nº 1 – Florianópolis, 16/10/1920)

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