Mâncio Costa

 
 
Antônio Mâncio da Costa nasceu a 15 de fevereiro de 1886 na Ilha de Santa Catarina. Formou-se em Farmácia no Rio de Janeiro. Paralelamente, também estudou Medicina, mas por motivo de doença teve que abandonar a faculdade.
Na política, em Florianópolis, foi secretário particular do Governador Hercílio Luz; Prefeito de Florianópolis; Deputado à Assembléia Estadual; secretário particular do Governador Adolfo Konder e diretor de Instrução Pública (equivalente a Secretário de Educação); diretor da Imprensa Oficial do Estado; diretor da Escola Normal e um dos fundadores da Faculdade de Farmácia.
Como teatrólogo, escreveu as peças Seu Jeca Quer Casar e o célebre Flor da Roça, musical, em parceria com Álvaro Ramos, apresentado em 1922 e que lhe valeu, em homenagem, uma placa de prata, em 1952, no Teatro Álvaro de Carvalho. Deixou ensaios literários como: A Psicologia na Obra de Dannunzio e A Química de Os Lusíadas.
Como poeta, deixou esparsos em jornais e inéditos muitos poemas, sobretudo sonetos que revelam filiação ao Romantismo e ao Parnasianismo.

Poemas & Poesias

+ MÃOS

Estas que são tão leves como as penas
e como as penas são doce veludo,
têm o casto frescor das açucenas
e o suave perfume sobretudo.

Quando as tenho nas mãos, devoto e mudo,
aperto-as, beijo-as, mansas e serenas
e esquecido de mim, de ti, de tudo
só o meigo tremor lhes sinto apenas...

Estas mãos sedutoras, mãos formosas
onde floresce em cada palma um lírio,
para a minha alma são mãos misteriosas

que vão tecendo a teia do meu sonho,
urdindo fio a fio o meu delírio,
tornando-me o presente mais risonho.

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