Ogê Mannebach

 
 
Ogê Mannebach nasceu no Desterro, a 30 de maio de 1885. Ficou órfão de pai e foi enviado para o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, continuando a educação no Colégio Lapagesse, em Florianópolis, sempre com notas distintas. Aos 14 anos, falecida a mãe, vê-se forçado a deixar as aulas, empregando-se como caixeiro em casa comercial. Fez concurso em 1913 para a Fazenda Nacional e obteve o primeiro lugar. Assumiu o posto de guarda-mór da Alfândega de São Francisco do Sul.
Foi jornalista, poliglota e poeta. Sua veia poética colocou-se a serviço do chiste, do riso, das ironias e da sátira. Assim, sua poesia confunde-se com a história de nossa terra e com fatos de repercussão nacional do seu tempo. Sua grande produção de poesia satírica ficou esparsa em jornais. Em 1970, José Cordeiro, seu sucessor na Academia Catarinense de Letras, escreveu a obra Ogê Mannebach – na qual consta uma pequena antologia de seus poemas satíricos. Faleceu em 1º de agosto de 1942.

Poemas & Poesias

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VEÍCULOS

Segundo ousa afirmar um médico notável,
O beijo é transmissor de muita enfermidade;
E embora seja dura esta triste verdade,
Do mal ele é o agente ativo e formidável.

Um outro condutor também mui respeitável,
Que tanto dano causa à pobre humanidade,
É o aperto de mão que a própria sociedade,
Considera um costume ainda tolerável.

Ora, apertar na rua a mão de qualquer um,
É cousa tão vulgar e mesmo tão comum,
Que os MICRÓBIOS decerto estão acostumados...

Porém, se for agora o beijo proibido,
Contra o fato reclama o travesso Cupido,
Que não liga importância a tão falsos cuidados!!!

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