Liberato Manoel Pinheiro Neto

 
 
Liberato Manoel Pinheiro Neto nasceu em Florianópolis em 29 de outubro de 1948. Estudou no Grupo Escolar Silveira de Souza, no Colégio Catarinense e o clássico no Instituto Estadual de Educação. Licenciado em Letras pela UFSC. Professor de Português, Literatura e Teoria Literária. Foi repórter de O Estado, colaborou com jornais universitários e com o Jornal A Gazeta, de Florianópolis, no qual foi editor-chefe. Manteve uma pagina de Estudos Literários e Divulgação Poética, no Jornal ilhéu Vento Sul. Editou durante um ano a Página Cesto, no Jornal de Santa Catarina. Página essa de estudos literários, divulgação de poetas, contistas e cronistas catarinenses e brasileiros, bem como análise, apresentação e sugestões de livros. Exerceu cargo técnico na Secretaria de Estado da Educação e Cultura, tendo escrito o livro Prefeitura, Comunidade e Educação, sobre o artigo 58 da Lei 5692/71. Participou do I Seminário Nacional de Literatura, realizado pela UFSC de 13/1 a 26/2/75.Foi classificado no I Concurso Nacional de Poesia de Florianópolis, realizado em julho/76, pela PMF e participou da Antologia. Autor de Iriamar, Chrischelle. Foi presidente da Associação Catarinense de Escritores-ACES; foi membro do Conselho Editorial da UDESC e é membro da Academia Catarinense de Letras.

Poemas & Poesias

+ DOIS CORPOS

de Pinheiro Neto (Liberato Manoel)

Na carne somos só mais um.
Dois seres num prazer sem dó.
O tempo corre, some a idade.
O temor se apaga. Vive a verdade.

Ato isolado em fértil período.
Mãos que se buscam sem se tocar;
Amor ferido a ansiar prazer.
Corpos, contato. Fogo de dor a crescer.

Noite – minuto de prazer infindo.
Corpo menino a descobrir viver.
Glória, saudade, saber que se apaga;
Separados corpos na cama calada.

(In: Iriamar, p. 19)

+ Manhã Especial

Manhã
abre teus braços
e me acolhe inteiro.
Quero me abrigar
no teu colo,
descansar o pensamento
em teu seio,
fruir teu leite matinal.
Quero, homem-criança
- num vagido -
tomar nas mãos teu ventre
e ver o sol-feto
a pulsar os primeiros raios.
Manhã
abre teu corpo-dia
e deixa que te penetre;
ainda que chova
ainda que anoiteça
ainda que morra.
[in Antologia da ACL, Coleção 1, 1991]

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